Segunda-feira, 26 de Setembro de 2005

TELEFÉRICO DO JARDIM BOTÂNICO

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

O teleférico do Jardim Botânico foi inaugurado no passado dia 17 de Setembro, oferecendo uma viagem de 1600 metros até ao Largo das Babosas

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O céu estava claro e o dia convidava a um passeio diferente, talvez numa vertente mais natural. De surpresa, vimo-nos convidados a participar numa viagem de teleférico, uma ideia que decerto não agrada muito àqueles que têm um certo receio de alturas. Mas aceitámos o desafio e decidimos embarcar nesta curta, mas inesquecível, "viagem". Não foi complicado encontrar a estação do Jardim Botânico, localizada algumas centenas de metros acima deste espaço do Funchal.

Dotado de vários lugares de estacionamento, este edifício foi construido segundo a tradicional "arquitectura" dos "poios", estando dividido em várias plataformas. No piso superior, temos o acesso às várias instalações e é ali que nos espera uma pequena viagem de elevador. Passados dois andares, chegámos ao piso zero, onde para além do local de embarque e desembarque, das bilheteiras, das lojas temáticas e de um bar, as pessoas que por ali passam têm o privilégio de perder alguns instantes num pequeno miradouro que oferece uma vista imperdível sobre a baía do Funchal, que, ainda assim, em nada prepara para a viagem que se segue. Ainda sem a esperada "lufa-lufa" de passageiros, temos a estação quase ao dispor da nossa curiosidade, mas a expectativa vai para a travessia do vale da ribeira de João Gomes, agora possibilitada pelo teleférico do Jardim Botânico.

Esperámos alguns instantes para que nos fosse disponibilizada uma das doze espaçosas cabinas que oferece este transporte e logo que ela chega, regressada da estação Babosas-Monte, entrámos rapidamente, sem que ela perca a velocidade de andamento (a tal que não ultrapassa os 4,2 metros por segundo). Respirámos fundo e em poucos segundos saímos da rampa relvada daquela estação. Aí é o verde vertiginoso que nos espera, numa vista panorâmica sobre o vale da Ribeira e sobre as escarpas que o limitam.

A viagem é lenta, dando tempo para que percamos qualquer receio prévio. Nove minutos é o tempo que nos separa da estação das Babosas, um momento em que temos a oportunidade de apreciar mil e seiscentos metros de natureza e um dos locais mais belos da cidade do Funchal. Longe da civilização, dos amontoados de prédios e do tom cinzento que tanto nos lembra a poluição dos ambientes puramente urbanos, ali, onde chegamos a estar a 110 metros de altura, temos a sensação de estarmos a ser engolidos pela grandeza natural do vale da ribeira de João Gomes. Pouco depois estamos já a chegar às Babosas.

A viagem é curta e a vontade é regressar pelo mesmo meio, só para ter o prazer de apreciar um outro ângulo da paisagem. Desembarcámos também rapidamente e aproveitámos alguns instantes para conhecer aquele espaço que nos dá acesso ao Largo das Babosas (no Monte). É ali que estão implementadas as outras infra-estruturas deste novo projecto regional. Bilheteiras, um bar-esplanada e ainda um posto de informação fazem parte desta estação localizada numa espécie de plataforma do miradouro das Babosas.

Regressámos à zona de embarque para a viagem de regresso à estação do Jardim Botânico. Depois de entrarmos na cabina para esta segunda parte do trajecto, é com menor sobressalto que sentimos o chão a "fugir-nos debaixo dos pés". Estamos ansiosos para os outros nove minutos e para a paisagem que nos espera. Agora já não é apenas o vale que nos brinda e, a pouco e pouco, surgem, por entre o recorte das escarpas, a ponte sobre aquela ribeira e, ao longe, a baía do Funchal. Corta-nos a respiração esta visão que, a pouco e pouco, nos enche os olhos, a tal paisagem que se recorta em direcção ao azul do oceano Atlântico e à linha do horizonte.

Agora que foi inaugurado, o teleférico do Jardim Botânico está a funcionar todos os dias, das 9.30 às 17.30 horas, permitindo que por ali viajem 400 passageiros por hora. Para experimentar este novo meio de transporte os custos são de 12 euros para os adultos (7,50 euros só ida) e de 6 euros para crianças entre os 4 e os 14 anos (3,75 euros só ida), porém, até ao próximo dia 18 de Outubro, os residentes têm direito a preços promocionais, com 50% de desconto em cada bilhete.

Ana Luísa Correia

publicado por João Carvalho Fernandes às 17:30
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2005

Cruzamento de cabos adiou teleférico das Babosas

Texto: Diário de Notícias da Madeira

Fotos minhas do fim de Julho e início de Agosto, na altura em que as obras eram concluídas.

Com a licença de exploração para breve a Câmara já tem data marcada para a inauguração: dia 17

MADEIRA156.jpg

 

Ultrapassadas todas as questões de ordem regulamentar, o teleférico que liga o Jardim Botânico às Babosas (Monte) tem já data para a inauguração: dia 17 deste mês. O cruzamento de um cabo de alta tensão da empresa Electricidade da Madeira (EM) com a linha do teleférico foi um dos aspectos que mais suscitou dúvidas ao Instituto Nacional de Transportes Ferroviários (INTF). A licença de exploração está finalmente para breve.

Uma vez concluídos os trabalhos de construção civil, o Departamento de Obras Públicas da Câmara Municipal do Funchal está agora a «ultimar questões do serviço administrativo», para depois ser alvo de vistorias técnicas. O responsável pelo projecto, José Perneta, disse que estão a ser tratados aspectos relacionados com o sistema de segurança do teleférico que têm de ser cumpridos, entre os quais a proximidade dos cabos de alta tensão, para que a entidade licenciadora deste tipo de infra-estruturas (INTF) emita a licença de exploração. 

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Questionado pelo DIÁRIO, o responsável explicou que aquela é uma linha eléctrica de reserva e que não está em funcionamento. Ainda que possa vir a ser utilizada pela EM, para reforçar o abastecimento de energia eléctrica à cidade, «a distância mínima regulamentar está cumprida». 

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O plano de evacuação de emergência do teleférico prevê mecanismos automatizados. Por exemplo, em caso de falha do sistema eléctrico, há o recurso a um motor a gasóleo. Se o vento soprar com rajadas, é accionado um alarme que faz com que a velocidade abrande. Neste sentido, José Perneta considerou que apenas em casos de catástrofe, como sismos, é que seria necessário recorrer à evacuação. Apesar disso, garantiu que os planos existem e são «evolutivos». Tal como acontece no teleférico Funchal/Monte, são os exercícios periódicos dos bombeiros que vão testar a capacidade de evacuação e de emergência do novo teleférico.

Ricardo Duarte Freitas 

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publicado por João Carvalho Fernandes às 10:00
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