Segunda-feira, 11 de Junho de 2012

MONTE - CAMACHA Levada dos Tornos - troço Palheiro Ferreiro Camacha

















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publicado por João Carvalho Fernandes às 13:49
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Domingo, 10 de Junho de 2012

MONTE - CAMACHA Levada dos Tornos - troço Romeiros Palheiro Ferreiro

 
 
 

Ainda os efeitos da tragédia de 20 de Fevereiro de 2010

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publicado por João Carvalho Fernandes às 22:10
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Sábado, 9 de Junho de 2012

MONTE - CAMACHA Caminho do Monte às Romeiras

 

 

 

Um habitante inesperado!

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publicado por João Carvalho Fernandes às 18:22
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Sexta-feira, 24 de Junho de 2011

LEVADA DOS PIORNAIS

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publicado por João Carvalho Fernandes às 08:00
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Terça-feira, 20 de Julho de 2010

Passeios a pé: Nas fraldas do Fanal

Com a devida vénia ao Diário de Notícias da Madeira

 

Marco Livramento

 

 

Com os dias quentes a se fazerem notar, nada melhor do que privilegiar os passeios pelo campo. A nossa sugestão desta semana vai levá-lo até ao concelho do Porto Moniz, para que aí possa percorrer a Levada dos Cedros, nas fraldas do Fanal. São perto de 6 km que nos permitem uma viagem pelo que a natureza tem de melhor. O silêncio só é quebrado pelo chilrear do tentilhão ou pelo gorgolejar da água que corre na levada. O percurso inicia-se nas imediações do Posto Florestal do Fanal, junto à Estrada Regional 209, que liga o Fanal à Ribeira da Janela.

 

Para alcançarmos a Levada dos Cedros (ou Levada Nova dos Cedros), temos de percorrer, durante algum tempo, uma vereda que serpenteia uma mata de imponentes urzes. E à medida que vamos descendo a acentuada escadaria, sentimo-nos a "mergulhar" na pujante Floresta Laurissilva. Loureiros, tis, faias, vinháticos ou folhados: estas são apenas algumas das espécies que vai ali encontrar. Se optar por percorrer este trilho no final do mês de Setembro, não deixe de provar os negros frutos da Uveira-da-serra. A acidez da sua doçura não vai ser-lhe indiferente.Alcançamos a Levada junto à sua madre, na Ribeira do Corgo. A partir daqui o percurso faz-se sempre em terreno plano, até chegarmos, de novo, à Estrada Regional, na zona do Curral Falso.

 

Sem pressas, aprecie a beleza à sua volta. Deslize pelas vistas estupendas que cada miradouro lhe possibilita, sempre com as serras do Rabaçal e do planalto do Paúl da Serra como pano de fundo e o vale da Ribeira da Janela aos seus pés.Verá que são pontuais as zonas que poderão apresentar algum perigo, até mesmo para quem teme as vertigens. Caso tenha tempo, ao chegar ao Curral Falso poderá continuar no encalço da Levada dos Cedros, que por aqui surge escavada na rocha, até alcançar o sítio da Eira da Achada, bem no topo da freguesia da Ribeira da Janela, donde se poderão contemplar vistas magníficas sobre a costa Norte, do Seixal até Ponta Delgada.

 

 

Pormenores a não perder...

 

Antes de percorrer a Levada dos Cedros, não deixe de deambular por entre as belezas do Fanal. Com tempo, dê um saltinho ao Fio do Fanal, donde poderá apreciar a terra trabalhada no Chão da Ribeira. Aqui cada poio parece ter sido geometricamente talhado no sopé das altivas montanhas que se erguem em redor do vale da Ribeira do Seixal. No planalto, os tis centenários teimam em resistir ao tempo e às investidas dos animais que ali pastam livremente. Não perca a oportunidade de visitar a Fonte dos Ingleses e de apreciar os belos panoramas que dali se tem sobre o vale da Ribeira Funda. A Lagoa do Fanal, resquícios da cratera de um vulcão, enche-se de água sempre que a chuva abunda. Certamente não será nesta altura do ano que poderá contemplá-la em estado "pantanoso", ainda assim fica já a sugestão para o próximo Inverno.

 

A ter em conta:

 

Ponto de partida: Posto Florestal do Fanal - ER 209 Ponto de chegada: Curral Falso - ER 209 Tempo de percurso: 5 horas, cerca de 6 Km Equipamento: Calçado e roupa apropriados. Observações: Na zona do Fanal o nevoeiro poderá surgir repentinamente, pelo que tome as devidas precauções.

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publicado por João Carvalho Fernandes às 08:30
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

CALDEIRÃO VERDE

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publicado por João Carvalho Fernandes às 09:00
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

LEVADA DO RISCO (RABAÇAL)

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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

CASA NAS QUEIMADAS

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publicado por João Carvalho Fernandes às 21:57
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Festival de Passeios a Pé entre 13 e 17 de Janeiro

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

 

 

LEVADA DAS 25 FONTES foto JCFJ

 

á está agendada mais uma edição do Festival de Passeios a Pé da Madeira, a segunda, que irá decorrer nas serras da Madeira e do Porto Santo entre os dias 13 e 17 de Janeiro de 2009.

 

O festival é uma iniciativa do Reino Unido, concretamente do fotógrafo e escritor "freelance" de "outdoors", Terry Marsh, que, entre 2004 e 2006, foi responsável pela organização dos festivais de passeios a pé na ilha de Man que obtiveram muito sucesso. Neste momento, a sua atenção está inclinada para a Madeira.

 

E, depois da edição deste ano ter tido o apoio logístico da agência de viagens Windsor, em 2009 será da Euromar.O Festival de Passeios a Pé é promovido pela Direcção Regional do Turismo da Madeira que está activamente envolvida na sua organização. Por isso mesmo, considera estar confiante que o festival encorajará os caminhantes a visitarem as duas ilhas da Região Autónoma da Madeira para ficarem com a experiência pessoal de saborearem as belezas inigualáveis deste lugar notável.

 

Neste âmbito, os passeios escolhidos são uma selecção dos muitos que estão disponíveis e pretendem providenciar ao caminhante um gosto pelo que as ilhas têm para oferecer. Todas as veredas são criadas e promovidas pela Direcção Regional de Florestas e todas foram recentemente vistoriadas e verificadas.

 

As ilhas da Madeira e Porto Santo oferecem alguns dos mais aprazíveis passeios a pé que se podem imaginar. Não há níveis de dificuldade para os passeios na Madeira e no Porto Santo os níveis de dificuldade são demasiado subjectivos para serem úteis. Contudo, a organização aconselha que todos os participantes avaliem a sua própria capacidade para realizarem um determinado passeio.

 

Vários percursos

 

Quanto aos percursos temos, na terça-feira, dia 13, o Caminho Real do Paul do Mar, a Levada dos Cedros, o Caminho do Pináculo e Folhadal e a Levada das 25 Fontes.

 

Para quarta-feira, dia 14 os percursos são os seguintes: Vereda do Calhau (Porto Santo), Vereda dos Balcões, Levada do Rei e “ereda da Ilha.

 

Na quinta-feira, dia 15, são os seguintes: Vereda do Pico Castelo (Porto Santo), Levada do Caldeirão Verde, Vereda do Pico Branco e Terra Chã (Porto Santo) e Caminho Real da Encumeada.

 

Para a sexta-feira, dia 16, o festival tem programado os seguintes percursos: Vereda do Pico Ruivo, Levada Fajã do Rodrigues, Vereda do Areeiro e Vereda da Ponta de São Lourenço.

 

Finalmente no sábado, dia 17 de Janeiro serão os seguintes: Vereda da Ribeira da Janela, Levada do Moinho, Levada do Furado e Vereda da Encumeada.

 

Paulo Alexandre Camacho

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publicado por João Carvalho Fernandes às 09:30
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Domingo, 30 de Março de 2008

Redescobrir a beleza da Lagoa do Caramujo

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

 

A saída para mais um passeio do Club Pés Livres aconteceu, como habitualmente, por volta das 8h, a partir do Palácio da Justiça, no Funchal. Dali o grupo partiu em direcção à Encumeada até chegar ao Lombo do Mouro. Ali começou a viagem a pé, de cerca de 6h30. Pela frente esperava-os 14 quilómetros e um grau de dificuldade de nível três. Mas no final, os 64 participantes gostaram.

 

Odílio Fernandes, do Club Pés Livres sublinha que este "é um percurso acessível a todas as pessoas mas para o qual é preciso haver alguma preparação, nas descidas, é preciso ter algum cuidado para não escorregar, é preciso ver bem onde colocar os pés".

 

Preparados física e mentalmente, foram pela Vereda do Mouro até chegarem à Bica da Cana e dali até à Casa do Caramujo. Segundo Odílio Fernandes, esta casa está abandonada e em ruínas, uma situação que o próprio lamenta. "É pena que a casa esteja assim, eu acho que tinha todo o interesse que a aquela casa fosse recuperada porque é património de todos nós, madeirenses".

 

No entender deste caminheiro, esta deve ter sido uma casa de uma pessoa mais abastada, uma espécie de residência de fim-de-semana. Esta casa fica situada acima da Lagoa do Caramujo, na zona da Bica da Cana. Houve oportunidade para o grupo disfrutar da paisagem da Lagoa do Caramujo. Odílio Fernandes enaltece a beleza da lagoa natural. Só está mais cheia no Inverno porque no Verão, a água é bem pouca ou nenhuma. "Por acaso tivemos sorte desta vez, a lagoa estava completamente cheia, talvez a 100%, lembro-me de há dois anos termos passado lá e de não ter 25% da água que tinha desta vez". Em seguida, o grupo desceu e teve que apanhar a levada velha, que foi toda recuperada.

 

Este é um dos trilhos que estava inserido no programa de recuperação das veredas e levadas, levado a cabo pelo Governo Regional. Neste como noutros percursos, e para que tudo decorra da melhor forma, os "Pés Livres" vai, sempre, fazer o reconhecimento do trilho, uma semana antes. Tendo em conta esta situação, o grupo resolveu alterar o final da caminhada, que era para terminar nas Ginjas mas, neste caso, terminou no Rosário.

 

O responsável explica que terminar nas Ginjas era um pouco maçador porque esse trilho, de 1.30h seria feito por cima de terra e pedras, por isso, não seria nada agradável. Durante o reconhecimento, "descobriram" esta levada, só que não sabiam que o caminho tinha sido recuperado, o que foi uma agradável surpresa. "Ainda bem que estava recuperado porque a descida é bastante inclinada, estava tudo bem arranjadinho, com degraus em madeira, que não fere a vista, não havia cimento, tudo o que está ali é natural, está extremamente bem feito", apontou.

 

O passeio acabou, por isso, no Rosário, em São Vicente e todas as pessoas gostaram do passeio. Para dar conta desta e de outras actividades, o Club faz uso do seu blog na internet (http://www.clubpeslivres.blogspot.com), onde não faltam os passeios realizados, quinzenalmente.

 

Posteriormente, as fotografias da caminhada são colocadas no site para consulta, juntamente, com alguns comentários. Os visitantes acabam, também, por deixar os seus comentários."O nosso blog tem tido bastante sucesso, as pessoas têm aderido em massa e vão lá deixar as suas opiniões", apontou.

 

Élia Freitas

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publicado por João Carvalho Fernandes às 22:14
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

"Pés Livres" inicia 2008 galgando três freguesias

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

 

 

Nada melhor que começar o ano em festa. Foi assim que o Club Pés Livres - Associação de Montanhismo da Madeira deu início ao seu programa de caminhadas a pé pelas levadas e veredas da nossa ilha.

 

Foi com um leve cheirinho, ainda, a Natal que tudo começou. Estava próximo o Dia de Reis, um bom pretexto para que no final houvesse festa e música.

 

O passeio começou nas Babosas (Funchal) onde o grupo de caminheiros, composto por mais de 50 pessoas arrancou para mais uma caminhada a pé, "uma zona bastante bonita e agradável", começou por explicar Odílio Fernandes, o fotógrafo de serviço dos "Pés Livres".

 

Dali seguiram sempre pela Levada dos Tornos até chegarem à Assomada, no Caniço. O passeio durou, sensivelmente, seis horas e é considerado com um grau de dificuldade de nível três devido à sua extensão de 14 quilómetros. A partir da Levada dos Tornos, situada numa cota acima dos 400 metros, é possível ter uma visão panorâmica sobre a cidade do Funchal. À medida que foram avançando, os caminheiros puderam alcançar toda a zona do Caniço, passando pelas Eiras. Depois foram desembocar numa zona chamada "Pereirinha", que fica próxima à vila da Camacha.

 

Nessa zona saíram da Levada dos Tornos, subiram um pouco a chamada Recta da Camacha e, em seguida, apanharam a Levada do Moinho até chegarem à Assomada.

 

Odílio Fernandes sublinha que a caminhada na levada é mais rápida porque o piso é plano. Já o restante trilho, devido às subidas e descidas que impõe mais dificuldades. "Um passeio na levada é diferente dos trilhos em que andamos a saltar e a descer pedras, por caminhos irregulares", apontou.

 

Por isso, e "em média, na levada, e a um bom ritmo, costumamos fazer entre três a três quilómetros e meio, por hora, a andar bem. No ritmo a que nós fomos, fizemos uma média de três quilómetros, por hora", explicou.

 

Durante esta caminhada de seis horas, o grupo acabou por passar por três freguesias. Das Babosas à Camacha foram cerca de quatro horas. Da Recta da Camacha até à parte de baixo da Assomada (Caniço) levaram as restantes duas horas. Odílio Fernandes garante que o percurso trilhado é agradável, pelo que, ao qual, normalmente aderem muitas pessoas. Vão sempre mais de 50. No final desta longa caminhada, houve lugar a um convívio na casa de um dos sócios do Club, o senhor Ângelo. No local, o grupo foi surpreendido pelos Reis Magos que lhes entoaram os devidos cânticos tendo em conta a proximidade daquela festa.

 

Esta é já uma prática frequente, por ocasião do Dia de Reis. Na casa do senhor Ângelo, todos os anos há sempre um "presépio extremamente bem feito e bonito, quase todo ele natural", referiu. O presépio é quase todo ele escavado na rocha. Para tal, o responsável aproveita uma zona circundante à casa que foi deixada a descoberto, aquando as escavações para a construção da moradia.

 

A esposa do senhor Ângelo, também, esmera-se para receber bem os caminhantes. O seu humanismo faz com que seja uma boa anfitriã. "É uma pessoa que trabalha com crianças portadoras de deficiência e, é por isso, bastante acessível, dócil e prestável e está sempre de portas e coração abertos para nos receber", apontou Odílio Fernandes.

 

Foi assim desta forma alegre e calorosa que o grupo arrancou para mais um ano de caminhadas, na esperança de que o seu exemplo mova outros mais, para que cultivem o gosto pela natureza, para que conheçam melhor o que é nosso e para que andem mais a pé.

 

 Élia Freitas

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publicado por João Carvalho Fernandes às 09:44
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

LEVADA DO FURADO (RIBEIRO FRIO - PORTELA)

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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

LEVADA DO FURADO (RIBEIRO FRIO - PORTELA)

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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

LEVADA DO FURADO

Via: Turismo da Madeira

 

Esta levada, com início no Ribeiro Frio, é uma das mais antigas levadas públicas, tendo sido adquirida pelo Estado para irrigar os campos agrícolas do Porto da Cruz. Este trilho termina com uma descida até à Portela.

 

Distância: 11 Km Tempo: 5h Altitude máxima: 870 m Altitude mínima: 520 m Início: E.R. 303 (Ribeiro Frio) Fim: E.R. 102 (Portela)

Perigo de vertigens

Existência de túneis, leve lanterna

O piso pode estar escorregadio, leve calçado antiderrapante

 

Este trilho inicia-se no Ribeiro Frio, concelho de Santana e, ao longo da cota dos 860 m de altitude, acompanhamos a esplanada da Levada da Serra do Faial até à casa de divisão de águas, descendo até à zona dos Lamaceiros e finalizando no miradouro da Portela, no concelho de Machico. A Levada do Furado é uma das mais antigas levadas pertencentes ao estado, tendo sido adquirida por contrato celebrado no ano de 1822 entre o primeiro Conde de Carvalhal e a Junta da Real Fazenda, e cujo destino era irrigar os campos agrícolas do Porto da Cruz. Devido à ligação com as levadas do Juncal e da Serra do Faial, que a ela se juntam logo no seu início e continuam para além do seu terminus no sítio dos Lamaceiros, diz-se que esta levada transporta três águas; aquela que sendo recolhida no vale do Ribeiro Frio rega os poios do Porto da Cruz; e as que vindo das serras de Santana são armazenadas na Lagoa do Santo da Serra para posterior distribuição. Ao longo desta levada podemos contemplar os multivariados tons de verde, proporcionados pela bem conservada mancha de floresta natural da ilha - Floresta Laurissilva constituída predominantemente pelo Loureiro (Laurus azorica), Folhado (Clethra arborea), Til (Ocotea foetens), Vinhático (Persea indica), destacando-se ainda o Isoplexis (Isoplexis sceptrum), o Massaroco (Echium candicans), as Estreleiras (Argyranthemum pinnatifidum), a Orquídea da Serra (Dactylorhiza foliosa).

 

É possível avistar o Bisbis (Regulus ignicapillus madeirensis), o mais pequeno pássaro que povoa a Madeira, e o destemido Tentilhão (Fringila coelebs). Mais raro será o Pombo Trocaz (Columba trocaz trocaz) espécie endémica da Madeira. A paisagem é dominada pelo vale do Ribeiro Frio onde são surpreendentes os campos agrícolas do Faial, São Roque do Faial e Porto da Cruz.

 

A espectacular massa rochosa da Penha de Águia que protege a oriente a baía do Faial, e a ocidente a Ponta dos Clérigos. É no sítio dos Lamaceiros que se separam as águas, e é aqui que acaba a Levada do Furado e onde se inicia a descida para a Portela. Atravessando a zona florestal e o Posto Florestal dos Lamaceiros, o percurso continua pela estrada de terra até se encontrar a Levada da Portela, que ladeia pela esquerda o Lombo das Faias, terminando ao encontrar a Estrada Regional ER102.

 

MAPA

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Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Festival de Passeios a Pé da Madeira

 

15 a 19 de Janeiro de 2008

 

As ilhas da Madeira e Porto Santo oferecem alguns dos mais aprazíveis passeios a pé que se podem imaginar. Então, que melhor lugar do que este para realizar um festival de passeios a pé? Uma celebração de tudo o que de bom existe sobre a mais popular das actividades de lazer.

 

O Arquipélago da Madeira é conhecido pelo seu clima ameno e tempo geralmente estável. O mês de Janeiro não é excepção. Enquanto os caminhantes estão a enfrentar o rigor do Inverno na Europa Continental, aqui na Madeira gozamos de um período de calma que você achará refrescante. Não podemos afirmar que na Madeira não chove; claro que chove, por isso a nossa paisagem é tão luxuriante e colorida. Mas quando chove, ela (a chuva) é sempre bem-vinda.

 

Durante todo o ano, o Arquipélago da Madeira - o Jardim Flutuante do Atlântico - está repleto de cor e oferece um ambiente revigorante para qualquer caminhante. Ligado por canais de água estreitos - as levadas - que possibilitam infindáveis passeios a pé, o coração da ilha ergue-se em picos vulcânicos impressionantes, percursos sinuosos do melhor que há, mas contrabalançados por alternativas mais fáceis e percursos costeiros de cortar verdadeiramente a respiração. O Arquipélago da Madeira é um microcosmo de beleza, um lugar onde a flora e a fauna abundam tanto na superfície da terra como nas profundezas dos mares circundantes. Você não pode deixar de gostar deste lugar. Mas não acredite cegamente em tudo o que dizemos, venha e comprove você mesmo! Venha e participe na primeira edição do Festival de Passeios a Pé da Madeira!

 

Calendário dos passeios a pé

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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

LEVADA DO FURADO (RIBEIRO FRIO - PORTELA)

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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

LEVADA DO FURADO (RIBEIRO FRIO - PORTELA)

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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

De São Jorge ao Arco pela vereda da Moitadinha

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

 

O passeio que lhe apresentamos esta semana leva-o a conhecer uma zona do norte da ilha. Trata-se do percurso entre as Cabanas de São Jorge e o Arco de São Jorge, que leva os caminheiros a atravessar um antigo caminho municipal, a chamada Vereda da Moitadinha. Este percurso tem cerca de 12 quilómetros e dura, sensivelmente, cinco horas. É acessível, pese embora as descidas. Nesta caminhada somos guiados por Odilio Fernandes, o fotógrafo de serviço do Club Pés Livres — Associação de Montanhismo da Madeira…

 

 

Esta semana, o fotógrafo de serviço do Club Pés Livres guia-nos através das suas fotos e, também, das suas palavras em mais um percurso pedestre realizado por aquela Associação de Montanhismo da Madeira. Odilio Fernandes dá-nos a conhecer um trilho bem bonito, no norte da ilha, entre as Cabanas de São Jorge e o Arco de São Jorge, por um antigo caminho municipal, a chamada Vereda da Moitadinha.

 

Este passeio de cerca de 12 quilómetros dura, sensivelmente, cinco horas. É acessível, pese embora as descidas. Quase 80% do passeio é, sempre a descer até chegar à Entrosa, no Arco de São Jorge, explicou o responsável. A entrada para este trilho passa, praticamente, despercebida. O percurso tem início no miradouro das Cabanas, depois é necessário trilhar um piso de alcatrão de cerca de 500 metros, logo após encontra-se uma descida bastante acentuada. Os degraus são de cimento mas em tempos a escadaria era de xisto. Esta descida, por ser bastante inclinada, requer algum esforço dos joelhos. No fim da descida, os caminheiros chegaram a uma recta onde se depararam com um grande roseiral que é pertença do presidente da Câmara Municipal do Funchal. Após andarem um pouco sobre um piso de alcatrão, alcançaram a entrada da vereda da Moitadinha, que fica junto a um pequeno bar. A entrada é discreta.

 

Esta vereda faz a ligação entre São Jorge e o Arco de São Jorge, mais concretamente, até à Entrosa. Em tempos, esta vereda era um caminho municipal que era usado pelos residentes para se deslocarem mais facilmente entre as duas freguesias. A vereda tem cerca de dois metros de largura, por isso, a passagem é acessível. Toda ela é coberta pela típica calçada madeirense, de pedra miudinha. A partir dali, ao olharem para baixo, os caminheiros puderam avistar o mar. No local existe um varandim em ferro para proteger de eventuais quedas. “A descida faz-se bem, é suave”, garante Odilio Fernandes. Contudo, “há que ter um certo cuidado porque, por vezes, escorrega um pouco”.Depois, o grupo teve que atravessar um caminho que está, praticamente, escavado na rocha. Durante este troço, os caminheiros encontraram muita vegetação, a destacar o maçaroco, uma das plantas típicas madeirenses.

 

Onde o mar e a serra se encontram

 

A partir do largo situado à beira-mar puderam avistar as serras e o mar, por baixo, a bater.Odilio Fernandes reiterou, por isso, que o passeio é acessível a qualquer pessoa, porque não apresenta grandes riscos. “O risco maior é a primeira descida desde as Cabanas até cá abaixo. O resto do trilho é, praticamente, plano”, sublinhou.

 

No Arco de São Jorge, junto à praia, onde termina o passeio, é possível avistar todo o trilho marcado, até a própria vereda. No local, o miradouro e um restaurante relativamente recente convidam a uma pausa. Por situar-se à beira-mar, a zona é agradável devido à temperatura que, de uma forma geral, está sempre boa. Em tempos, muitas pessoas iam até aquela zona para pescarem onde o verde da vegetação densa se destaca.“

 

É uma zona bonita porque tem o mar e a serra. É maravilhoso. É um passeio descontraído, não precisa de grandes cuidados”, reiterou.

 

Contudo, Odílio Fernandes aconselha a que os caminheiros levem um bordão, sobretudo, para as descidas. “Faz sempre jeito, faço minhas as palavras do Isidro Santos, é uma terceira perna, sobretudo, para a zona dos degraus onde tem início o passeio porque é um pouco violento para os joelhos. São mais de 500 degraus”.

 

Aquela zona é um pouco fechada e o sol, por vezes, não abunda, de maneira que os degraus ficam com algum lodo. Por isso, é preciso algum cuidado para não escorregar.Outro dos aspectos a destacar na zona da Entrosa são os vestígios de um antigo engenho, que remete os caminheiros para muitas décadas atrás. “Até parece que nem estamos na Madeira, parece que andamos atrás no tempo. São coisas do século passado, parte da pedra ainda está emparelhada, nomeadamente, as paredes mas o tecto já não existe”, apontou.

 

Parte da maquinaria antiga, nomeadamente, rodas em ferro resistem à degradação que a proximidade do mar provoca. Odílio Fernandes reitera que aquele espaço poderia ser recuperado porque “seria mais uma atracção turística”. Quer seja pelas ruínas, quer seja pela vegetação e pelo encontro da serra com o mar, aqui fica mais esta sugestão para quem gosta de caminhar a pé e desbravar os caminhos da nossa ilha…

 

Élia Freitas

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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Desfrutar das sensações que o Outono oferece

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

 

Esta semana a “Olhar” esteve de olhos postos no Santo da Serra para mais uma caminhada a pé. O frio que se fazia sentir não desmotivou nem impediu que trilhassemos a Levada da Serra do Faial que vai dar à Portela. Parte deste troço, está em recuperação. Junto à entrada da levada, na subida junto às Quatro Estradas, pela estrada que vai dar ao Poiso encontra-se, à direita, uma placa que dá conta disso — “IGA — Investimentos e Gestão da Água — Recuperação Parcial da Levada da Serra do Faial”, pela UE através do POPRAM III/FEDER. No final ficou uma certeza, valeu a pena pisar o lameiro, sentir o frio e as folhas húmidas sob os nossos pés. É este desfrutar da natureza que nos faz sentir vivos, experimente…

 

 

Para chegarmos ao destino que traçamos para mais este “De mochila às costas”, optámos por subir a via-expresso que vai dar à Camacha e daí fomos pela estrada regional até às “Quatro Estradas”, que fica pouco antes do centro da freguesia do Santo da Serra, no concelho de Santa Cruz. O objectivo foi trilharmos parte da Levada da Serra do Faial.

 

Nas Quatro Estradas subimos cerca de 400 metros, pela estrada que vai dar ao Poiso. À direita encontrámos o trilho da levada. A placa amarela onde se podia ler “Portela” mostrava que estávamos no caminho certo. Se fôssemos para a esquerda, do outro lado da estrada, com certeza, passadas umas horas chegaríamos à Camacha. Ficará para outra ocasião. Nesta zona não conseguimos ficar indiferentes a um cheiro pouco agradável devido à existência de um espaço de venda de porcos vivos, conforme se podia ler numa placa disposta nas imediações das respectivas instalações. Mas depressa passa, basta apressarmos o passo e galgarmos uns metros da levada que entramos no fresco da natureza do Santo da Serra. A primeira parte do troço deixa um pouco a desejar devido à falta de limpeza que, ao que pudemos constatar deve estar para breve. No local um quadro informativo dá conta disso — “IGA — Investimentos e Gestão da Água — Recuperação Parcial da Levada da Serra do Faial”, pela UE através do POPRAM III/FEDER. Contudo, somos compensados mais adiante.

 

Este trilho é todo ele em terra batida e o facto de ter muitas curvas torna o percurso demorado. Há muita giesta, carqueja, eucaliptos, fetos alguns dos quaiss se encontravam secos devido aos dias de calor que se registaram nas últimas semanas.Aqui e ali, alguns troncos estavam caídos na terra molhada, que com certeza esteve sedenta de água devido ao Verão fora de época que tivemos recentemente. De maneira que o céu nublado e o vento frio que soprava até sabiam muito bem. Lá continuámos, apesar das ameaças de chuva. Fomos, também, encontrando pinheiros e castanheiros, os quais desenhavam na paisagem verdadeiros quadros vivos. Alguns parecia que balouçavam ao vento, dada a forma dos seus ramos. Mais pareciam uns braços esticados, prestes a agarrar alguma coisa ou longos cabelos que, de soltos que estavam, esvoaçavam para sul.

 

Frio da serra acompanhou-nos na caminhada

 

À medida que a caminhada se fazia, o nariz começava a gelar mas até sabia bem, sentir aquele fresco. A chuva que havia caído uns dias antes fez com que, aqui e ali, houvesse algumas poças de lameiro mas nada que não se ultrapassasse. As folhas de castanheiro haviam tecido um tapete bem fofo, que amortecia a caminhada.

 

Na primeira parte deste trilho a levada encontrava-se seca, com muitas folhas e ramos que se destacavam, nalgumas zonas, por entre a terra vermelha. Os castanheiros estavam quase despidos de folhas, o que deixava transparecer o recorte dos ramos. A vegetação era, sobretudo, rasteira, crescia junto aos eucaliptos e pinheiros cujos troncos estavam a ser, devidamente, vestidos pelo musgo. Encontravam-se vestígios das típicas flores destes percursos, os chamados novelos, mas tendo em conta a estação, as flores eram poucas ou quase nenhumas. Enquanto isso o cheiro do eucalipto ajudava a desentupir o nariz, por entre a friagem que se fazia sentir nas maçãs do rosto. Era altura de colocar o capuz do casaco porque os vestígios de uma gripe recente avisavam que o melhor era nos protegermos.

 

Mais adiante, o som do vento forte deu lugar ao som da água a correr pela ribeira abaixo. Pelo chão, alguns “tufos” de cabrinhas davam um ar de sua graça. Algumas árvores estavam repletas delas, as quais, a par dos fetos demonstravam que a época de Natal está próxima pois, como manda a tradição, estas plantas costumam ser usadas para decorar o presépio. O frio começava a enregelar as mãos. Era das poucas partes do corpo que se encontrava exposta ao ar, de maneira que até custava tirar alguns apontamentos ou até mexer no telemóvel. Mais adiante a levada começou a estreitar em cujo leito eram notórias algumas irregularidades que deixam antever como foi rasgado, em tempos, com instrumentos rudimentares e muito sacrifício. Passámos por uma casa da água. A partir daqui denotava-se que, recentemente, foi feita uma limpeza ao local tendo em conta a erva curta que havia na berma da mesma. A água parecia que estava parada, as muitas folhas impediam que corresse.

 

Galgámos umas pedras, que abrilhantavam uma pequena clareira, depois tivemos que atravessar uma estrada de terra. As árvores de grande porte dão a entender que estão ali há muitos mais anos que a própria estrada. Mais adiante, uma pedra semi-rectangular convida a nos sentarmos um pouco. Pela encosta abaixo encontram-se aglomerados de altos mas franzinos eucaliptos sob um chão coberto de folhas de castanheiros. Enquanto isso, debaixo das nossas sapatilhas sentimos rolar algumas bolotas que caíram dos castanheiros. Em tempos, e depois de secas eram usadas dentro dos vestiários para evitar que a traça roesse a roupa. A ameaça de chuva fez-nos apressar, um pouco mais o passo, de maneira que se sentia ainda mais o frio mas era um fresco agradável porque até o mau tempo tem a sua beleza, é preciso é estar pré-disposto a degustá-lo.

 

Mais adiante alguns postes de electricidade davam sinal de que estávamos perto do casario. Enquanto isso a vista alcançava, do outro lado da encosta, o posto de venda de porcos. Seguimos os postes de “luz” pela estrada de terra, larga e sem fim à vista. A levada, essa, continuava do outro lado, mais uma hora e certamente chegaríamos à Portela. Ficará para uma próxima. Descemos a estrada de terra onde um bom 4x4 é o melhor para dali sair ou então, fazer como nós, caminhar a pé até alcançar a estrada de alcatrão. Para trás, ficou o lameiro, o frio e as folhas húmidas mas nada melhor para sentir a natureza por dentro. Para isso, não há que ter receio em sujar-se, vai ver que vale a pena, sentir-se-á mais vivo…

 

Élia Freitas

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publicado por João Carvalho Fernandes às 15:02
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Balcões “oferece” retrato dos picos mais altos

Com a devida vénia ao Jornal da Madeira

 

A “Olhar” foi esta semana até ao Ribeiro Frio, mais concretamente, até aos Balcões. Este é, com certeza, um dos percursos pedonais mais concorridos da Madeira porque, durante a nossa caminhada de 1.30 horas, praticamente, de cinco em cinco minutos passavam por nós pequenos grupos de turistas, em ambas as direcções. Há muita informação a indicar o trilho, por isso, não há que enganar. O percurso é acessível, o caminho é largo e sem desníveis. É cerca de 1,5 quilómetros até chegar aos Balcões onde a paisagem compensa a caminhada. Pelo caminho, pode-se molhar a garganta nalguns espaços onde se podem apreciar, também, os produtos típicos regionais confeccionados à mão.

 

 

O tempo estava propício a um passeio a pé, desta feita, do Ribeiro Frio aos Balcões. Durante a caminhada pudemos constatar que o local faz jus ao nome que tem. Num dos troços, e apesar da temperatura amena que nos acompanhou desde a saída do Funchal, ali chegados sentimos um frio, de tal maneira que houve necessidade de vestir o casaco. A ponta do nariz ficou gelada bem como as maçãs do rosto tal era o fresquinho que passava. O caminho que fizemos para chegar até ao Ribeiro Frio, Funchal/Via Porto da Cruz, por si só, já nos convida a uma caminhada a pé. À medida que subíamos, embrenhávamo-nos nas montanhas cobertas de verde. Em cada curva, a paisagem nos surpreende. Depois de passarmos os primeiros cafés e mais umas curvas, chegamos ao ponto de partida. No local eram visíveis algumas carrinhas com turistas e táxis, junto aos espaços de restauração e artesanato de onde sobressaíam as peças de lã confeccionadas à mão. A entrada para a levada faz-se à direita, para quem vem a subir a Estrada Regional 103. Do outro lado da estrada temos a indicação de uma outra levada, que vai dar à Portela. Fica para uma próxima… centremo-nos nesta.O início do percurso é estreito. Podemos optar por entrar junto à estrada onde o caminho é mais estreito ou abaixo dela, onde temos que subir alguns degraus que nos encaminham para o trilho. O caminho é largo, em terra batida, com algumas curvas, mas andamos sempre na mesma cota. O espaço onde corre a água é estreito em relação ao restante. A água corria no sentido inverso à nossa caminhada. Neste trilho não há falta de informação. Existem várias placas onde se pode ler “Levada Velha”, “Balcões” bem como a existência de um bar, a 600 metros. Um quadro informativo dá-nos diversas dados sobre o percurso desde o nome da levada, números de telefone úteis, normas de conduta e de segurança para que nada corra mal. Esta levada tem 1,5 quilómetros, a caminhada leva 1.30 horas a ser feita, sempre, a uma altitude de 630 metros. Nesta primeira fase, galgamos as raízes das frondosas árvores, as pedras metidas na terra firme, cobertas por um fofo manto de folhas secas.Deparamo-nos com alguns carvalhos e cogumelos gigantes. Alguns pequenos abismos mais adiante são “disfarçados” pela vegetação densa que corre pela encosta abaixo. O silêncio, levemente quebrado pela água a correr, é reconfortante, acompanhado pelo ar fresco com que enchemos os pulmões a cada passada. Passamos pelo primeiro casal de turistas. Muitos mais se seguiriam. Atravessamos uma pequena ponte de cimento coberta com musgo. O leito do ribeiro estava seco. A vegetação variava pela encosta acima, ora entre pequenos grupos de pinheiros, ora por eucaliptos. Mas a laurissilva, inevitavelmente, faz parte deste quadro natural. Duas grandes paredes rochosas formavam como que um túnel, onde um alegra-campo se mantinha de pé, mais parecia uma flor encaixada na orelha de uma criança. A passagem é estreita mas dá o seu quê de mistério ao passeio.

 

Diversidade de vegetação e produtos típicos

 

 O caminho em frente continuava repleto de folhas secas e raízes que denunciam as dezenas de anos que cada uma daquelas árvores tem. Um pequeno casario, ao longe, vislumbra-se por entre os ramos de pinheiros. Alguns pereiros plantados abaixo da levada estavam cobertos por cabrinhas da serra, parecia que tinha nevado, mas neve verde…Passamos pelo Bar Flor da Selva onde, além de se poder molhar a garganta, se pode apreciar diversos produtos típicos madeirenses como sejam colheres de pau, barretes de orelhas, aguardente de cana até socas de plantas. Uma senhora que se encontrava a confeccionar barretes de orelhas lá foi dizendo que o que mais custa é estar tanto tempo sentada porque faz doer as costas. Um dos casais de turistas soltou-nos um “olá”, pareciam satisfeitos com a caminhada.

 

Mais adiante havia na berma pés de uveira da serra, estava madura. Disse-nos um dos senhores que passava que até da França vêem buscar porque dá energia. Passamos pelo segundo bar deste trilho, o Balcões Bar. O som de chocalhos ao longe deu-nos a entender que havia animais a pastar, algures. Encontramos mais uma placa informativa a indicar o caminho para os Balcões. Novamente, mais um “túnel”, propiciado por duas grandes paredes rochosas. Aqui e ali encontramos algumas plantas que, em tempos eram muito vulgares nos jardins particulares, a par de algumas serralhas que serviam para alimentar os coelhos e, até plantas para afastar o mau olhado, dizem os populares. Avista-se, novamente, um aglomerado de casas e o mar. Uma placa amarela indica-nos a direcção para os Balcões. Tivemos que descer. Um sinal de proibição indica-nos que não devemos continuar a levada em frente. Descemos o caminho em pedra, que foi estreitando à medida que descíamos. Depressa chegamos aos Balcões. Ali a vista alarga-se, o céu ficou a descoberto e as montanhas cobertas de verde dão uma beleza extraordinária ao local. A vegetação rareia no cume das montanhas. Um mapa, já um pouco apagado, descrito sobre uma placa de cimento no miradouro indica-nos em frente, da esquerda para a direita o Pico do Gato, Pico das Torres, Pico Ruivo e Achada do Teixeira. O nevoeiro sobranceiro não nos deixava avistar todos os picos. Ao fundo encontra-se a Estação Termo-Eléctrica da Fajã da Nogueira. Um pequeno caminho escavado na montanha permite lá chegar. No miradouro, alguns turistas apreciavam a paisagem, sentados em cima do amontoado de pedras.

 

Outra marca emblemática da nossa terra que se avista dali é a Penha d’Águia e ao seu redor, o casario disperso pelos vales. Era altura de fazer o caminho de regresso mas acabamos por descobrir outras coisas, inclusive, um casal de idosos que se preparava para trabalhar a terra. Ficamos com vontade de voltar porque andar a pé, pelos nossos caminhos verdejantes, dá saúde e chega a ser viciante…

 

Élia Freitas

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publicado por João Carvalho Fernandes às 08:27
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